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<title><![CDATA[Cultura material Karajá]]></title>
<link>https://img.socioambiental.org/v/publico/institucional/acervos-weltmuseum-wien/karaja/</link>
<description><![CDATA[Introdução por <b>Claudia Augustat &amp; Cássio de Figueiredo</b><br />
<br />
O <a href="http://www.weltmuseumwien.at/" rel="nofollow">Weltmuseum Wien</a>, Museu de Etnologia de Viena, possui cerca de 600 objetos Karajá. A seleção aqui mostrada, provém principalmente das coleções de Franz Steindachner e de Mário Baldi.<br />
A coleção do zoólogo austríaco Franz Steindachner (1834-1919), um dos antigos diretores do Imperial &amp; Real Museu de História Natural Museu em Viena, contém cerca de 150 itens etnográficos e arqueológicos da América do Sul.<br />
Os itens <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/karaja" rel="nofollow">Karajá</a> representados na coleção de Steindachner foram uma compra que ele fez em 1903 de 137 itens etnográficos e arqueológicos que haviam sido coletados por seringueiros. A compra foi feita por intermédio de um representante de uma empresa de borracha chamada Roux (Augustat &amp; Feest 2014) durante uma visita feita por Steindachner à Ilha das Onças, no Pará, em companhia de Emílio Goeldi. Os objetos provinham dos estados da Bahia, Maranhão, Pará e Goiás.<br />
Nossa tentativa de identificar quem foi essa empresa chamada Roux até agora não teve êxito. Uma possibilidade é que a grafia “roux” foi um erro cometido pelo próprio Steindachner quem na verdade se referia à “Rouge”.  Neste caso, é provável que o vendedor da coleção era alguém encarregado da aquisição de borracha no Brasil para a fábrica River Rouge da Ford Motor Company. Outra possibilidade é que “Roux&quot; se refira a um fabricante de êmbolos de borracha utilizados em seringas do tipo Roux. De qualquer maneira, a associação da coleção adquirida por Steindachner com o período de borracha é inegável.<br />
O fato de a Coleção Steindachner ter sido comprada e não coletada por ele mesmo faz com que seja difícil dizer quando esses objetos estiveram realmente em uso, mas é provável que eles datem da segunda metade do século XIX, quando o <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/karaja/368" rel="nofollow">contato permanente dos Karajá com a sociedade brasileira</a> já vinha acontecendo há muitas décadas.<br />
Além da Coleção Steindachner uma boa parte dos objetos Karajá aqui mostrados são da Coleção Mário Baldi (1896-1957). Baldi foi um fotógrafo e fotojornalista áustro-brasileiro que dedicou sua vida a viagens ao interior do Brasil. Baldi imigrou para o Brasil em 1921, onde estabeleceu residência em Teresópolis (Lopes &amp; Feest, 2009). A Coleção Mário Baldi contém 386 itens etnográficos - principalmente Karajá, mas há também alguns itens <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kayapo" rel="nofollow">Kayapó</a> e <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/tapirape" rel="nofollow">Tapirapé</a> - e cerca de 10.000 fotografias, sendo uma grande parte destas relativas aos povos indígenas (Augustat &amp; Feest, 2014).<br />
Durante as décadas de 1930 e de 1950, Baldi fotografou, filmou, e coletou entre os <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/bororo" rel="nofollow">Bororo</a>, Karajá, <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xavante" rel="nofollow">Xavante</a> e Tapirapé. Em 1934, ele produziu um filme sobre a missão religiosa dos salesianos junto aos Bororo de Mato Grosso (Lopes &amp; Feest, 2009). Em 1936 Baldi fez uma viagem à região do Araguaia com Dom Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, Príncipe do Grão-Pará, como secretário particular do príncipe.<br />
Etta Becker-Donner, ex-curadora da coleção sul-americana em Viena, conheceu Mário Baldi durante suas visitas ao Brasil na década de 1950. Após a morte de Baldi, sua coleção foi foi transferida para o Museu de Etnologia de Viena (Augustat &amp; Feest, 2014).<br />
O restante da seleção de objetos Karajá mostrados aqui vêm de várias outras coleções como a de Johan Georg Schwarz, um diplomata que faleceu em 1867, legando sua coleção para o Imperial e Real Museu de História Natural de Viena; a coleção do Museu Paulista do Estado de São Paulo, que resulta de uma troca feita com o museu em Viena em 1907; a de Joseph Gustav Fötterle e a da Baronesa de Loreto, coleções que datam principalmente da década de 1880, adquiridas em 1906; a coleção de José Hofbauer, adquirida em 1912; a coleção de Alexander Otto, um ex-diplomata austríaco que presenteou parte de sua coleção para o Museu de Etnologia de Viena em 1950 e, finalmente, a coleção Renata Leroux, da década de 1990.]]></description>
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